Não
creiam nisto que lhes digo, mas tentem imaginar, muito embora não creiam, que
as coisas bem podiam ser assim. Tudo o que existe e tudo o que não existe
constitui uma unidade de contrários que se manifesta numa pluralidade de
universos eventualmente muito distintos e materialmente incomunicáveis.
Neste
universo em que existimos, cativos do espaço-tempo, somos materialmente uma
organização celular que cumpre a pulsão de tornar inteligente a matéria.
Engels,
como teórico do materialismo dialéctico, dizia que no homem a matéria evoluiu
até à consciência de si própria.
Pois
bem, perspectivando do avesso, dir-se-ia que a inteligência infusa em cada um
de nós virá da fonte absoluta da inteligência pura, que se expressa de dois
modos: um modo dinâmico - a consciência - e um modo cinemático, a mente. Dito
de outra forma: a mente é o papel onde a consciência se inscreve. É por isso
que se diz que o Universo é Mental, isto é, susceptível de ser escrito e
reescrito pela Consciência Cósmica.
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