Doze anos de escolaridade obrigatória para
praticar a indisciplina e obter a diplomada ignorância que habilita qualquer
coitado a ser caixa de supermercado – bem melhor seria ir aos ninhos, ou aos
gambozinos – faz-nos duvidar que a escola possa ser uma coisa boa. Aliás, a ser
uma coisa boa não seria obrigatória.
Ao duvidarmos da bondade da escola,
duvidamos também que os professores em guerra contínua e longa com o governo
que está como treino para o confronto com o que virá tenham em mente mais do
que defender os seus interesses particulares, por muito que invoquem altruísmos
de conveniência. De qualquer forma, é para mim uma quase certeza que, grite-se
ou não por uma “escola pública de qualidade”, não se vê quem olhe friamente
para o que a escola efectivamente é: um cadáver adiado que nem sequer procria,
dado que nela e por ela se parte da ignorância para mais ignorância ainda,
antes de mais porque se repisa o que foi sem perspectivar o que será.
Incentiva-se a interpretação superficial de coisas que não se percebem nem se
almeja perceber, estimulando-se a opinião – que não a crítica – sobre ideias
que não se conhecem nem se aprofundam.
Enfim.
Muitas vezes fica-nos a sensação de que se
organizou o caos no sentido da borga. É, pelo menos, o que parece quando
observamos os arraiais indecorosos de aludidos professores que exigem respeito
enquanto bolçam impropérios, como se respeito fosse coisa de sentido único.
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