O QUE É O MANÁ?
Na conversa de circunstância, dizemos maná de algo que
obtemos de borla, sem qualquer esforço. Significa coisa excelente, alimento
abundante e delicioso. Também chamamos assim ao suco resinoso de certas plantas
utilizado como laxante. A palavra veio-nos do hebreu e é referida na Bíblia
como o alimento que Deus fez chover sobre os hebreus pretensamente em fuga do
Egipto. O Êxodo descreve o maná como uma substância similar à geada, que caía
do céu como se fosse orvalho e que tinha um sabor parecido com um bolo de mel,
que se derretia ou desaparecia com o sol.
Alguns cientistas, não querendo ser desmancha prazeres, ou porque
as suas crenças se sobrepõem ao espírito investigativo descomprometido, aventam
hipóteses a armar ao sério, como se o tal êxodo pudesse ser verosímil como
História e não fosse apenas mito e alegoria. Então, dizem que poderia tratar-se
de gafanhotos, que têm um sabor parecido com o marisco, mas bastante mais doce,
insecto perfeitamente comestível e que não era considerado impuro. Mais para o
vegano, alguns botânicos optam por sementes brancas de coentro, que moídas e
levadas ao forno são muito doces e apetitosas. Não sei, nunca provei. Mas há
botânicos, bem mais próximos da imagética bíblica, que falam de um líquen muito
abundante naquelas paragens, chamado de lecanora esculenta, que o vento
transporta por longas distâncias e que tem o aspecto de uma bolacha irregular. Outros
esforçados em dar suporte coerente ao que por natureza não tem coerência
nenhuma, falam do tamarino, abundante no Sinai e outras coisas de que não me
lembro. Também não devemos deixar de referir os que, para não meterem Deus nem
os anjos nestas coisas, optam por ovnis, extraterrestres e coisas assim.

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