terça-feira, 28 de março de 2017

MILAGRES

«A prática devocional nada mais é do que servir os outros. Nada tem a ver com desfiar o terço, com a reza ou com o hábito»  Saadi (Versão portuguesa de Abdul Cadre)

 

Recuso-me a fazer parte daqueles supersticiosos que, quando estão gravemente doentes, vão ao médico e vão a Fátima: se se curam, foi milagre, se pioram é negligência médica. Mas, em boa verdade e sem falsa humildade, não sei nem poderia saber se há ou se não há milagres, mas se os houver, então o Cosmos é bem mais iníquo do que o imaginam os azedos e os pessimistas.

Ora, os crédulos e sobretudo aqueles que o sendo ou não sendo lucram com haver crédulos, querem fazer crer aos que não são uma coisa nem outra que um Deus de humores variáveis e instável disposição altera as regras estabelecidas de acordo com a cara do freguês e com as pedinchices e os empenhos metidos aos deuses menores, que são os santinhos de altar, tidos como mediadores seguros destas coisas. Neste politeísmo vulgar, anacrónico e abstruso, a gente reza um qualquer responso, acende umas velas e é trigo limpo: de imediato as coisas em vez de caírem para baixo passam a cair para cima.

Bom, isto é a modos como antigamente – lembram-se? – quando íamos a uma repartição e metíamos uma «verdinha» na mão do funcionário: «trate lá da coisa que eu não me esqueço de si». Bendita cunha!

Milagres? Que heresia!

A arbitrariedade, o nepotismo, o favorzinho transportados para a credulidade e a superstição constroem a insustentável crença num Deus caprichoso e subornável, confundível com um qualquer pequeno ou grande ditador, mesmo que na figura mínima de um simples manga-de-alpaca.

E há até – vejam bem! – os crentes de milagres do avesso, que são as desgraças e as catástrofes. Nestes casos, a cunha é para que se safem os que pedincham; o mal dos outros, sendo ou não castigo merecido por pecados cometidos, é com toda a certeza a vontade de Deus, que poderá estar a escrever direito por linhas tortas.

Assim – e espero que assim não seja – entre o Deus das cunhas e o Diabo sedutor haja malvado que escolha e esperto que lucre…

A minha escolha é que por mais que à minha volta aconteçam coisas maravilhosas e inexplicáveis, não as tentarei entender pelo recurso à minha ignorância, antes procurarei encontrar as razões, as causas e as leis propiciatórias das maravilhas, tendo em vista salvá-las do capricho, da arbitrariedade e inclusive do acaso.

NB:

Saadi é o pseudónimo do grande poeta persa do século XIII Musharrif Od-Dîn Sa'adi

segunda-feira, 27 de março de 2017

DA FELICIDADE

 

«O que toma a sério a sorte da humanidade é quase o mais infeliz de todos os homens… quase, porque o que toma a sério a sorte do mundo e o enigma do universo é ainda mais infeliz.»  FERNANDO PESSOA

 

Para se ver, sem carregarmos muito na tecla do relativismo, da inconsistência do ideal mundano e burguês de felicidade, bastaria uma simples experiência: uma pedrinha no sapato e uma pequena caminhada. Ai, que infeliz eu sou! Gritaria o experimentador.

Acreditem nisto: para sermos infelizes nem sequer é preciso que nos caiam em cima grandes desgraças, ou que a vida nos tenha dotado de um coração compassivo, basta que nos preocupemos com a felicidade, que nos iludamos, que optemos por remoer as contrariedades. É assim que podemos dizer sem muito exagerar que felicidade e infelicidade são conceitos ocos que esgrimimos para dar testemunho da ilusão dos sentidos e apresentar a bandeira branca da nossa rendição ao (des)pensamento comum.

Cultivar a alegria é que seria bom, e compartilhá-la prodigamente com quem à nossa volta anda de tristeza em tristeza a construir o seu sofrimento, seria óptimo.

Quando partilhamos a alegria, a tristeza encolhe-se envergonhada e comprometida. Esconde-se até a um canto. Que coisa boa!

Se calmamente reflectirem, hão de ver que a felicidade é como o horizonte: a gente caminha na sua direcção e ele afasta-se à mesma velocidade com que o queremos alcançar. Felicidade e horizonte não são realidades, são apelos do nosso desejo de ir além.

Habitualmente, confundimos felicidade com bem-estar e esquecemo-nos invariavelmente de o temperar com o sal da alegria bastante. A falta deste tempero escancara a porta da tristeza, porque o bem-estar, gerando frustrações no seu horizonte fechado, alimenta-se de si mesmo, não se satisfaz por mais que se tenha.

Feliz é o meu gato, de barriguinha cheia, na sua almofada de veludo. Inteligente como é, sabe que a almofada é só dele e, no seu ronronar habitual, diz-nos espreguiçando-se que não existe felicidade, o que existe é inconsciência, desamor pela dor e pelo sofrimento alheio. Ele não sofre, mia.

A acreditar no meu gato, não só não existe felicidade como não existe infelicidade, o que existe é conformismo e uma grande necessidade de dar um jeito à almofada. Não há quem não saiba – não é preciso ser gato – que o paraíso é apenas a medida da nossa inconsciência.

Sofremos, se a dor é nossa, mas se não for nossa, se formos imunes à compaixão, podemos gozar sem remorsos desse egoísmo que a sociedade que inventámos nos instilou e a que a nossa inconsciência chama felicidade.

Que bom seria aprendermos a miar.

sábado, 25 de março de 2017

PREVISIBILIDADES

Vendas Novas, 25 de Março de 2017

Samuel Langhorne Clemens, que se notabilizou com o nome literário de Mark Twain disse um dia que «é difícil prever: principalmente o futuro». No mesmo sentido, mas talvez sem a mesma intencionalidade, foi a frase que ficou famosa, de um jogador de futebol, de que «prognósticos só no fim do jogo»[1].

Assim é a vida, na sua quase absoluta imprevisibilidade. Mas o que é certo é que é precisamente nesta imprevisibilidade que reside o seu maior encanto e também, evidentemente, o maior perigo, porque se soubéssemos previamente que o barco ia ao fundo não embarcávamos. Esta imprevisibilidade, porém, não impede a nossa capacidade, seja por meios intuitivos, seja por meios racionais e pragmáticos, de estabelecer previsões gerais sobre o futuro (ou futuros) expectável.

É isto que leva a termos tantos futurólogos, inclusive de formação científica, a abusar da cadeira de Nostradamus, embora não se atrevam a ir tão longe, pois que o que dantes se podia prever para um século, não tem atrevido que o faça para uma década.

Quando Alvin Toffler publicou o seu famoso livro «A Terceira Vaga» – no Brasil foi chamado de «Terceira Onda» – generalizou os factos e os efeitos que se esperavam da era da comunicação, não tratou dos pormenores. Prever pormenores é desacreditar qualquer previsão.

Todos nós podemos ter a nefasta expectativa, que não necessita de previsão, da própria morte, de que afinal não temos qualquer experiência, e assim, porque não temos experiência, não sabemos como se vai dar. Quem julga amargamente prever a própria morte são os suicidas, mas falham muitas vezes: o veneno não sortiu efeito, a corda partiu-se, o combóio não passou.

Os apaixonados pelo Nostradamus adoram dizer que ele previu isto e aquilo, mas é pena que nos não digam antes de acontecerem as tais coisas que à força querem encachar num qualquer versículo das «Centúrias». Chegam até a chamar profecias aos vaticínios, quando sabem que os profetas não fazem vaticínios, falam de fé e dos segredos que Deus lhes confiou em exclusivo…

Nostradamus trabalhava sobre o que se costuma designar por ciclos pregressos, que é dividir os acontecimentos históricos em períodos geracionais, que se repetem, não a papel químico, mas em semelhanças e características susceptíveis de projecção no futuro. A razão e a intuição fazem o resto.

O maior problema de quem se instala como futurólogo é o condicionamento próprio, de acordo com o olhar a que se habituou para desenhar o presente. Grosso modo, o seu olhar pode ser francamente optimista ou indisfarçavelmente pessimista, ou até sadomasoquista, que é uma espécie de esperança de que tudo corra mal.

Este relambório todo, que alguns acharão excessivo, vem a propósito de uma modernidade de futurólogos assente na designação de singularidade tecnológica – expressão inventada pelo matemático Vernor Vinge – que tem como mais destacado expert Ray Kurzweil, um eminente investigador na área da inteligência artificial, o qual podemos classificar de optimista, já que vaticina um mundo pleno de maravilhas tecnológicas, onde evoluiremos de tal ordem que chegaremos a tornar preponderante o mundo virtual, ao contrário de outros que nos querem assustar com a revolta das máquinas. É destes que o povo muito gosta, ficando contentíssimo de medo quando vê filmes deste teor. O sadomasoquista Vinge, dentro da óptica do susto, vaticina que poderemos vir a criar, por volta de 2030, um computador com inteligência super-humana que não necessitará de nós para nada.

Mas deixemos esses que nos querem assustar e lembremo-nos que devemos a Ray Kurtzweil o grande desenvolvimento dos sistemas de reconhecimento de voz e de reconhecimento de caracteres, os utilíssimos OCR. Devemos-lhe também, entre inúmeras e importantes outras coisas o «Clinical Reporter», que permite aos médicos criar relatórios, ditando-os para um computador. É uma pena que não se saiba disto no nosso SNS e o médico perca dois terços do tempo de atendimento do paciente a agredir o teclado do computador, servindo o sistema – e não servindo-se do sistema – dando razões, embora falsas, aos que acham que as máquinas nos hão de escravizar.

Ultimamente, Raymond Kurtzweil tem-nos brindado com interessantíssimas palestras – o Youtube está pejado delas – onde nos fala do futuro que prevê para a humanidade. Produziu, inclusive, um filme intitulado «The Singularity is Near: A True Story About the Future», mas para sabermos mais acuradamente das suas visões futuristas nada como ler o seu livro «How to Create a Mind». Neste ponto, esclareça-se que o nosso conceito de mente tem uma outra dimensão, enquadrando-se bastante nos conceitos do «Espectro da Consciência», de Ken Wilber, que por sua vez diverge bastante dos enquadramentos que se vêm fazendo dentro do conceito de «singularidade tecnológica», e, por maioria de razão, diverge ainda mais da ala pessimista de tal visão.

De certo modo, quem faz previsão com base na «singularidade técnica» cai num paradoxo, porque singularidade só pode significar o que está além da previsibilidade, pelo que cabe aqui perfeitamente o dito do tal jogador de futebol: previsões, só no fim do jogo.

De qualquer forma, este conceito segue-se à formulação bem conhecida dos habitantes da cibernética da Lei de Moore, estabelecida pelo engenheiro da INTEL Gordon Moore, a qual estabelece que a capacidade de processamento dos chips dobra a cada 18 meses, numa progressão geométrica tendente ao infinito, se nenhuma barreira for encontrada.

Como nos adaptaremos ao progresso vertiginoso que engendrámos, se foram precisos muitos e muitos milhares de anos para evoluirmos do fogo ao nuclear?

Para os pessimistas, criámos um buraco negro, um abismo, e quando olhamos o abismo, como diria Nietzsche, o abismo olha para nós.

Os optimistas poderão dizer outras coisas, que inclusive serão chocantes para muitos. Um dia, aí pelos finais dos anos oitenta, numa palestra em Sintra sugeri que a humanidade futura não mais faria transplantes de órgãos, cultivá-los-ia em laboratório, a partir de células do próprio receptor e que, num futuro não muito longínquo nos fundiríamos com as máquinas, ou antes, criaríamos máquinas orgânicas que incorporaríamos na nossa vida física, no nosso corpo físico. Os presentes não se entusiasmaram com a ideia e alguns acharam mesmo que era uma heresia imprópria de místicos e espiritualistas. Ora acontece que o que eu previa já se iniciou, por enquanto timidamente.

O que os “espiritualistas” que se horrorizam com a matéria, que dizem desprezá-la, não entendem é que o que tem de ser tem muita força. Deviam perguntar-se se não será plausível imaginarmos termos sido um produto pouco conseguido duma manipulação genética de que não temos mais memória do que alguns textos ambíguos que temos vindo a catalogar como sagrados.

A ser assim, bem-avisada andaria Rosa Bertin, costureira da rainha Maria Antonieta, quando dizia «apenas há de novo o que já foi esquecido…»


[1] João Pinto, jogador do FCP

segunda-feira, 13 de março de 2017

PODE BEM SER QUE EU ESTEJA ERRADO

 

Contrariamente ao que muito boa gente pensa, não há qualquer prova científica de que exista a alma e, por maioria de razão, de que esta sobreviva à morte do corpo físico. O facto de haver cientistas que admitem tal fenómeno não compromete a Ciência. Além disto, nem todo o conhecimento tem de ser científico, mas o que deste esperamos é um critério seguro de demonstração.

No campo da espiritualidade – é nesse campo que a alma medra – as demonstrações de cada um a si próprio serão tão seguras quanto o método de aquisição e desenvolvimento dos sentidos próprios para conhecer realidades imateriais. Quem o consiga – e estamos a partir do princípio da existência de realidades imateriais – poderá dizê-lo a outro, mas não poderá convencê-lo do que não pode demonstrar. Alguns esoteristas, não sei se por excesso de boa vontade se por fraqueza e vaidade caíram no terreno dos magos de vão de escada, servindo-se de métodos circenses. É de tais falsidades que vem muito do descrédito que cai sobre o campo espiritualista. Se falarmos de religião, então essa tristeza, para não usarmos outro adjectivo, atinge foros indiscritíveis.

Recorrentemente, a imprensa traz notícias deste género: cientistas determinaram o peso da alma. Da alma? Bom, se ela for imaterial – como eu a entendo – não tem peso, como é óbvio. Mas são notícias bem-intencionadas: destinam-se a deixar-nos bem-dispostos.

Mas excitante, excitante foi o que aconteceu na semana passada e que entusiasmou muitos dos meus amigos, inclusive da minha área de pensamento. Uma notícia vinda do Canadá dizia que um indivíduo «completamente morto» apresentava reacções electro encefálicas, ondas cerebrais ou coisa assim, o que daria que pensar. E eu pergunto-me: pensar em quê?

Os intrigados do costume puseram-se logo a magicar: cá está, isto é coisa de vida para além da morte. Será? Não terá uma explicação mais terra à terra? É que eu vi – entre muitos horrores – um indivíduo cuja cabeça explodira continuar a caminhar. Certamente que o seu cérebro, que deixara de existir, não emitia ondas de letra grega alguma. O corpo estava ainda vivo, mas o indivíduo estava morto. A morte do indivíduo, para os esoteristas, dá-se quando se rompe o popularizado cordão de prata; as células do corpo vão morrendo devagarinho. É neste processo de degradação que a biologia, a química, a electroquímica e o electromagnetismo dão uma grande ajuda ao nosso entendimento.

O apetite que alguns esoteristas têm para adoptarem dos cientistas materialistas a confusão entre cérebro e mente fá-los esperar do material o que só o imaterial pode dizer.

Os relatos de experiências perto da morte (ou de quase morte) podem ser muito inspiradores, mas só isso. Muitos cientistas querem explicar de outro modo o que os crentes não crêem.

Mas não se assustem, que também tenho muitas coisas que me dão que pensar, mas que não vêm nos jornais e muito menos na Internet. Creio na realidade da reencarnação, mas não creio que o Manuel nasça João na próxima encarnação. O convencimento que me toca nada tem a ver com o que vem na fancaria literária que por aí pulula, mas na minha pessoal concepção, influída e desenvolvida a partir dos ensinamentos rosacruzes. Já escrevi bastas vezes sobre isto e continuarei a escrever. Resumidamente – o resto podem deduzir – é que todos os meus amigos, que neste momento me lêem, quando chegar a hora, morrerão definitivamente e – presume-se – o essencial, que deu vida ao vosso corpo, persistirá para mais tarde dar vida a outro actor e não ao mesmo. Nenhum de nós foi Napoleão, nenhum de nós foi Cleópatra, nem estes personagens foram outros antes. E, no entanto, em cada um de nós, personagens no palco, reside uma multidão. Cada um de nós é uma legião, uma súmula de actos gastos, de aprendizagens e evolução.

Quem conte resolver em uma nova encarnação o que não resolveu no tempo que gastou e no tempo que lhe reste do entreacto que agora vive, desiluda-se, porque não há tempo de compensação. Isto não é o futebol e os maus actores não merecem mais do que ser pateados.

quinta-feira, 9 de março de 2017

DO CONDICIONAMENTO

 

Pode ser útil deveras, ouvirem-se frases exclamativas e respostas desprevenidas e improvisadas: possibilitam-nos saber do próprio falante coisas de que ele nem sequer se apercebe. Por exemplo, alguém diz a torto e a direito «eu cá sou muito sincero». Isto permite-nos esta reflexão: quem é sincero não o diz, não lhe ocorre dizer…

Aquilo que mais se nos solta na boca de forma exclamativa liga-se sobretudo ao remorso e à frustração. Trata-se do reflexo de um jogo entre a sombra (que é o eu recalcado) e o eu ideal (um desejo de corresponder ao que nos possa gratificar). Nos casos mais dramáticos, o jogo assume foros de guerra civil. Cada um de nós é uma guerra civil.

Aquela mãe neurótica, de que nos fala José Flórido, não é uma mãe em concreto, é um modelo. E o modelo não foi criado por ela, recebeu-o do meio familiar e conformou-se. É neurótica e não se dá conta, procura o cessar fogo da sua guerra civil reproduzindo o modelo recebido. Como o filho ainda não corresponde ao modelo que é bom porque sim, acha-o neurótico e talvez acabe por decidir levá-lo ao médico – também este condicionado – que lhe há-de receitar umas pilulas e decretar que o menino é hiperactivo. As pílulas são hoje o sucedâneo do velho cinto do papá severo.

A mãe de que falamos é o fruto maduro – a maioria de nós é esse fruto maduro – de uma sociedade que se rege pelo prémio e pelo castigo, componentes básicos do pensamento único liofilizado. O filho da mãe modelo da nossa esclerose mental está ainda em vias de condicionamento: se não for pelo prémio será pelo castigo.

Todos somos animais falsamente pensantes e verdadeiramente condicionados pela superestrutura ideológica que nos torna neuróticos, mas não sabemos viver sem esse condicionamento. Não somos capazes de agir e de pensar fora desse condicionamento que nos tolhe.

Isto poderá entender-se melhor se recorrermos ao pensamento de Gurdjieff, à sua lógica dos adormecidos e dos despertos. Também a saga cinematográfica Matrix, que aliás bebe na escola do Quarto Caminhoi, nos alerta para o nosso terrível handy cap.

O psicólogo ANTONIO BLAY FONTCUBERTA, já falecido, percursor da Psicologia Transpessoal tratou deste assunto dos modelos, da adesão aos modelos e do nosso condicionamento de um modo pormenorizado e profundo nas suas aulas, palestras e livros. Vale a pena procurar s seus ensinamentos.