Como já tenho escrito neste mesmo espaço, não tenho uma posição definitiva, nem uma opinião consistentemente demonstrável acerca da existência ou não do Jesus Histórico, mas inclino-me para a não existência.
Blavatsky sugeria – e Fernando Pessoa também – que o Jesus dos cristãos seria uma sobreposição a uma figura da literatura rabínica, Yesha ben Pandira, que teria vivido um pouco antes da nossa era. Outros autores falam de um certo Crestus, um messias essénio, dito também Mestre de Justiça, um pouco mais antigo ainda. Há também quem queira ver o Jesus dos cristãos como uma apropriação do mago Apolónio, que viveu precisamente no tempo que se atribui a Jesus.
Eu inclino-me para uma construção sincrética levada a cabo por um «colégio de sábios», a exemplo do que aconteceu no século XVII no respeitante a Christian Rosenkreuz.
Se têm curiosidade, interesse ou dever de investigar, pensem nisto: os principais críticos do século passado sobre a mitologia cristã surgiram na Alemanha e vieram precisamente da Universidade de Tubingen, a mesma de onde surgiram os célebres manifestos rosacruzes do século XVII.
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